A saúde em colapso, ruas tomadas pelo lixo, praças abandonadas, a precariedade social e o desemprego crescente. As contas a pagar e a educação sem rumos claros somam-se ao cenário de um turismo à deriva. Não é tão simples gerir um município quanto limpar um aparelho de ar condicionado ou consertar um carro. O desafio é maior, senhor prefeito.
O discurso de campanha, cheio de promessas, parece ter se tornado apenas um reflexo de palavras vazias e promessas demagógicas. Festas populares, ao estilo "pão e circo", sem licitação, não vão conseguir esconder os problemas reais que a cidade enfrenta.
O governo de Galinho, por sua vez, parece se concentrar em garantir a renda para as famílias. “Farinha pouca, meu pirão primeiro”, diz o ditado popular. Contudo, essa estratégia não tem chegado a quem realmente precisa. Assistidos pelas redes de assistência social, demitidos, fornecedores e outros segmentos não têm visto o apoio prometido. Após três meses de gestão, a tentativa de "fechar a máquina pública para arrumar a casa" revela-se ineficaz.
O Baile Perfumado dos cangaceiros talvez não exale as essências que enebriem a população para que concordem com os desmandos governamentais por muito tempo, nem tampouco o anúncio de ações do governo estadual, como o Hospital “com tantos pais”, reste algo pra chamar de seu.
O prefeito Galinho precisa demonstrar, na prática, para que foi eleito. O descontentamento da população cresce rapidamente, alimentado por uma gestão que parece cada vez mais distante das necessidades reais da cidade e dos aliados políticos.
Falta transparência, coerência e uma visão mais madura de governança. Mas talvez isso seja pedir demais de um governo que chegou ao poder de forma acidental.
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