Prometendo revolucionar a administração com ideias novas, o prefeito Galo já começou sua gestão tropeçando nas próprias palavras. Com um governo formado por familiares, dele e de secretários, se deparou, logo de cara, com a ineficiência da competência doméstica. Sem quadros qualificados para implementar suas promessas de renovação, optou por dispensar os experientes — muitos deles, inclusive, com uma longa trajetória de serviço público — e montou uma equipe composta por sobras das gestões anteriores do ex-prefeito Raimundo Caires e de seus opositores, Luis de Deus e Anilton.
O resultado? Um governo que nasceu velho, carregando as celeumas das administrações passadas. Ao analisar o histórico de alguns dos atuais secretários, fica evidente que muitos foram afastados de governos anteriores por "justa causa". Será que alguém se deu ao trabalho de verificar as fichas desses profissionais? Se a base da nova gestão é alimentada por mágoas, revoltas ou uma resposta às máculas do passado, isso não se traduziu em motivação para fazer diferente. Pelo contrário, já se percebe que os mesmos erros que levaram à "justa causa" anterior estão se repetindo.
Nada novo sob o sol. Estamos diante de mais uma gestão natimorta. Galinho foi eleito como um protesto, a figura que estava no lugar e na hora certa, mas isso não é suficiente para garantir uma administração eficaz. A desarticulação das oposições e a apatia de cidadãos que preferem ficar à sombra, sem querer participar ativamente do processo democrático, são fatores que contribuíram para essa situação. Não é necessário ser candidato para fazer a diferença; é preciso apoiar por convicção, e não por conveniência.
A pergunta que fica é: até quando a população aceitará essa falta de comprometimento e inovação? O tempo dirá se Galo conseguirá se livrar das amarras do passado ou se será apenas mais um capítulo de uma história que se repete.
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