Estamos fechando três meses de governo e, desde o primeiro dia, diversas ações têm sido executadas - Mesmo com parte da Prefeitura Fechada nesse inicio de governo (começa a estranheza aí). No entanto, o cenário não é isento de controvérsias. Apesar de problemas no sistema de informática e a queda do Secretário de Administração, a gestão municipal, parece seguir em frente, com eventos sendo realizados, nova comunicação visual nas fachadas e corredores, e publicidade ativa nas redes sociais e rádio, contratação de empresas de fora de assessorias, o prefeito tem se mostrado bastante presente, postando sobre compras e renovações e outras "blogueragens".
Entretanto, uma pergunta que não quer calar surge nesse contexto: onde estão as licitações para essas promoções? É válido questionar se tudo isso está sendo realizado por meio de doações ou se há um processo licitatório transparente em andamento.
O que chama a atenção é que muitos dos prestadores de serviços envolvidos nas ações atuais são os mesmos que atuaram durante a campanha vitoriosa do prefeito. Seria isso uma mera coincidência ou há algo mais por trás dessa relação?
A Lei de Licitações (Lei nº 8.666/1993) estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos, visando garantir a transparência e a competitividade nos processos de contratação pública. De acordo com o artigo 1º, a lei se aplica a todos os órgãos da administração pública direta e indireta, e o artigo 2º destaca que a licitação é obrigatória para a contratação de obras, serviços, compras e alienações, exceto em casos específicos previstos na própria legislação.
Diante desse cenário, é fundamental que a população e os órgãos de controle fiquem atentos e exijam clareza sobre os processos licitatórios. A transparência na gestão pública é um pilar essencial para a confiança da sociedade nas instituições e para a correta aplicação dos recursos públicos.
Assim, a pergunta persiste: onde estão as licitações? A sociedade merece respostas claras e objetivas, e a administração pública deve estar disposta a prestar contas de suas ações. Afinal, perguntar não ofende, e a transparência é um direito de todos.
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