Em pleno sertão, houve um anúncio profetizado pelo beato Antônio Conselheiro - "O Sertão vai Virar Mar". Logo se espalhou o boato e imaginaram criar uma arca, tipo a Arca de Noé. Onde seria?

Dessa vez o protagonismo não foi de Noé, mas de um dos animais da antiga arca - O Galo! Esse, após alguns anos de planejamento declarou - "O dilúvio está Chegando, vamos nos organizar para essa profecia".

E assim, a Arca do Galo foi erguida, não de madeira, mas de influências políticas, promessas e alianças. Uma arca que não resistiria ao peso das águas da verdade que estavam se aproximando; e o que parecia ser uma arca de salvação se tornou um cenário de afundamento onde os problemas começaram a se acumular, como torrentes que inundam um terreno seco, ameaçando afundar a arca do Galo. 

A arca do Galo, que foi construída com a promessa de salvação, revelou não haver abrigo para todos, mas apenas para seus aliados e familiares, e o dilúvio, que antes parecia ser um evento natural, agora é visto como o resultado de uma tempestade de mentiras e falsas promessas.

Aos habitantes da arca resta esperar que a pomba do Ministério Público, símbolo da justiça e da vigilância, apareça com seu voo sereno carregando no bico a lei, e pouse na arca do Galo, trazendo consigo o que só a verdade pode oferecer.